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Edital Mãe Gilda de Ogum Educação Ancestralidade

Eko Pèlú Ìjó Òmì

Aprendendo com a Dança das Águas

O projeto Eko Pèlú Ìjó Òmì fortalece saberes ancestrais por meio da dança, da oralidade e das experiências coletivas de aprendizagem inspiradas nos ensinamentos das Iyabás.

Conhecer o projeto
O Projeto

Ancestralidade, águas e saberes que curam

Eko Pèlú Ìjó Òmì — Aprendendo com a Dança das Águas é uma iniciativa da Egbé Ypò Òrun realizada com apoio do Edital Mãe Gilda de Ogum, voltado ao fortalecimento dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.

O projeto articula ancestralidade, corpo, espiritualidade e educação decolonial por meio da dança das Iyabás, da oralidade e de vivências coletivas que valorizam os saberes afro-brasileiros como instrumentos vivos de cuidado, identidade e fortalecimento comunitário.

As águas que as Iyabás habitam — doces, salgadas, paradas ou em movimento — ensinam sobre os ciclos da vida, a força do coletivo e a continuidade da memória ancestral que sustenta as comunidades de terreiro.

Participantes do projeto Eko Pèlú Ìjó Òmì em atividade de dança das Iyabás
Antes de começar

Laroyê, Exu!

Todo aprendizado começa por uma abertura.

Na tradição afro-brasileira, Exu é o senhor dos caminhos, da comunicação e dos encontros. Por isso, iniciamos esta jornada saudando aquele que possibilita o movimento, a transformação e o encontro entre saberes.

Quem nos ensina

As Iyabás

As grandes mães orixás das águas são os pilares pedagógicos do projeto. Seus ensinamentos guiam cada atividade, cada gesto e cada reflexão sobre corpo, cuidado e ancestralidade.

Nanã

Senhora das águas primordiais e do lodo da criação. Ensina que toda vida emerge da profundeza e que a memória ancestral é a raiz de tudo que somos.

Yewá

Guardiã dos mistérios e da transformação silenciosa. Ensina a perceber o que não é dito e a valorizar o que está além do visível.

Oxum

Rainha das águas doces e da beleza que nutre. Ensina que o amor, a alegria e o cuidado de si são fundamentos essenciais da vida em comunidade.

Òtín

Guerreira das águas profundas e da independência. Ensina sobre determinação, a força que nasce do próprio caminho e o respeito pela autonomia de cada ser.

Obá

Guerreira das águas agitadas e dos recomeços. Ensina sobre coragem e a capacidade de transformar adversidades em caminhos de crescimento.

Ọya

Rainha dos ventos e das grandes transformações. Ensina que a mudança faz parte da existência e que na ventania nasce a possibilidade do novo.

Iyemonjá

Mãe das águas e da imensidão. Ensina sobre acolhimento, proteção e a força que nasce do pertencimento e da vida em comunidade.

Pilares do projeto

O que aprendemos com as águas

Ancestralidade

Os saberes das Iyabás são transmitidos de geração em geração. Aprender com a dança é aprender com o que o corpo e a memória recordam.

Corpo e cuidado

O movimento é linguagem. Cada gesto carrega significado, memória e pertencimento. Cuidar do corpo é cuidar da comunidade.

Natureza e espiritualidade

As Iyabás ensinam a relação entre o ser humano e as forças da natureza. Cuidar do território é uma prática sagrada e coletiva.

Comunidade

A dança é ato coletivo. Cada roda de encontro fortalece os vínculos que sustentam a vida comunitária e o sentido de pertencimento.

Vozes da comunidade

Experiências vividas durante o projeto

Tempo e presença

"Senti como se estivesse caminhando dentro de um rio de águas turvas, que deixava meu corpo mais pesado. Ao mesmo tempo, o movimento das mãos devagar me fez sentir como se eu estivesse navegando nessas águas. Ainda que devagar, eu conseguia me mover, em outro tempo."

Movimento e transformação

"Dançando Oyá, senti como se o vento saísse de dentro de mim e como se meus pés não tocassem mais o chão."

Leveza e acolhimento

"Dançar Iemanjá foi como flutuar. Eu me sentia nadando em uma onda, indo e voltando. Meu corpo ficou mais leve."

Apoio institucional

Realização e Apoio

O projeto Eko Pèlú Ìjó Òmì foi contemplado pelo Edital Mãe Gilda de Ogum, iniciativa do Ministério da Igualdade Racial em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), voltada ao fortalecimento dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Povos de Terreiro.

Realização

Egbé Ypò Òrun

Apoio

Edital Mãe Gilda de Ogum